h1

janeiro 1, 2000

Evitando qualquer processo judicial que poderia ocorrer contra a minha pessoa, declaro, desde já, que o conteúdo deste site pode não corresponder à realidade e expressa apenas as minhas idéias a respeito do assunto, idéias estas publicadas aqui preservando e colocando em uso o meu direito de liberdade de expressão garantido pelos artigos 5o e 200o da Constituição Brasileira.

h1

Dos Hipócritas

maio 31, 2012

E aqui estou eu, tentando viver segundo os princípios da minha moralidade e virtude. Entregando-me a meus instintos de ordem mais alta das falsas crenças. Sim, sou o hipócrita.

E eu preciso ter o controle da situação, vou analisar o comportamento alheio e provir da palavra certa, da resposta certa. A sua opinião é a opinião que eu quero que você tenha e se não for, vou dizer o que você quer ouvir. Com o tempo minha persuasão sobre você pode chegar ao máximo. E a todos aqueles que me chamam de mentiroso, dou gargalhadas do seu senso comum. Meu orgulho me torna a classe mais nobre das pessoas e se não pareço, é porque meu objetivo está além e, o sacrifício faz parte.

Eu não prego a realidade, eu vejo tudo por cima, eu sou o dono da realidade e por isso a oculto. As minhas regras e os meus padrões valerão para você quando EU julgar necessário, ou por capricho mesmo. Afinal, também sou um pensador moral maduro.

Mas em algum momento me deparo com meu pior inimigo: Outro hipócrita.

Como reagir? Como proceder?  Vejo que ele ainda não me identificou, me aproximo, analiso, sou seu melhor amigo, e então vou traí-lo. Mas por quê? Por instinto mesmo. Você é um perigo pra mim tanto quanto eu fui para você, sorte minha te identificar primeiro.

Mas continuamos a classe mais nobre das pessoas.

Clck

h1

Boas intenções

abril 19, 2012

Eu não sou educado naturalmente eu gosto de tratar as pessoas de um modo que elas se sintam bem porque eu me sinto bem quando ninguém se sente mal com as minhas atitudes e se você disser que eu estou não estou errado você é a prova de que não existem boas intenções obrigado.

h1

Quadro

março 14, 2012

Dois carros estacionados nos separam

e algumas camisas

e alguns carrinhos de compra.

 

 

Olhar você é como olhar o Sol

ou a lâmpada do quarto quando alguém acende e sai sem apagá-la

Talvez incomode, mas chama atenção

e eu não consigo parar de olhar

só quando vejo que a lâmpada também está me olhando.

Aí eu volto a realidade.

 

 

Mas a cada momento

que preciso do espaço da calçada

eu me lembro e olho.

 

Mas és muda lâmpada

e de perto já não me olha mais nos olhos.

Vai ver minhas olheiras são assustadoras

 

Também é assustador o tempo que eu fico acordado.

Também é assustador o que eu faço como Soldier no Mass Effect 1.

Claro que eu preciso de café.

E a lâmpada do quarto acessa…

h1

Minhas Pérolas

março 14, 2012

E lá estava eu, das duas pérolas me lembrava apenas de uma, a que estava a minha frente, infrenética. Mas eu nem me lembrava direito.

Queria que fosse minha! – pensava comigo mesmo.

E de longe veio a minha segunda pérola. Não minha, digo, ainda.

E elas se cruzaram. Se cruzaram como um fantasma passa a frente do homem invisível. Duas Deusas se ignorando.

Da mais apressada, talvez a que eu menos esperava essa atitude, talvez porque eu a mais conhecia.

E da bela estátua, vi no rosto a humildade, talvez somente a obrigação do protocolo social. Não sei porque mas não vi muita sabedoria, talvez porque eu ainda não a conhecia.

Foi como ouvir em conflito um som que toca música clássica com uma melodia, ou talvez um ruído, que me atraísse mas eu não entendesse.

Ou como uma TV passando Pokémon e a outra com um comercial qualquer que talvez pode anunciar tudo o que eu precisava. Eu ainda não sei. Ainda não.

Mas eu quase fiquei vesgo. Não sabia pra qual pérola olhar. Então abaixei a cabeça e continuei meu trabalho.

h1

Eu sou o Stevie Wonder

março 12, 2012

Caaara eu to um tempinho bão sem postar já. O trabalho e a escola ta tomando 15 horas do meu dia mano! Antes eu dormia 15 horas no dia. Pois é.

O legal de trabalhar em lugares onde vão muita gente de todo o tipo (que quase é o meu caso [supermercado]) é que a gente consegue pensar em vários tipos de coisas e idéias.

Você vê tantas pessoas que vão ao Supermercado, em horários variados, sempre precisando/querendo  alguma coisa. O supermercado está lá pra isso: Para que você compre o que você precisa.

E todos precisam comprar, logo, todos precisam trabalhar e, obviamente eles vão ao supermercado quando não estão trabalhando. Logicamente os seus trabalhos são necessitados a outras pessoas que pagam por eles, que por sua vez precisam conseguir dinheiro com algum tipo de trabalho mas… …não tem como isso ser um loop infinito. No Way.

Qual seria o topo disso tudo? Todos precisam precisar e ter, precisar e ter, precisar e ter mas para que? Ou, quem?

Tudo isso parece ter um equilíbrio quase perfeito, tipo as Igrejas:

Tem os católicos: 1000

Pessoas que cabem na igreja: 550

Pessoas assistem a missa na igreja: 500

Pessoas que ouvem a missa no rádio: 250

Pessoas que apenas são católicas: 200

Pessoas que vão a igreja de vez em quando: 50

Mas tem que ser assim.

Dizem que seguir uma religião é o melhor modo para se viver bem. Mas não é o ÚNICO.

Você quer completar os seus objetivos mas qual seria a graça se você tiver ajuda DIVINA?

Você só vai provas as outras pessoas que seguindo a mesma religião que você, tudo vai dar certo.

Mas é melhor provar que acreditando em VOCÊ tudo vai dar certo.

 

 

Gaius Baltar destruiu Caprica sem remorso porque se colocou como um instrumento da vontade de Deus. ‘O’ Único e verdadeiro Deus. Único, e com uma verdade inquestionável. Perigoso isso né?

Os Deuses da mitologia te davam um equilíbrio porque eram muitos e cada um defendia uma coisa e você teria que acreditar e respeitar todos eles.

A não ser que você acredite em UM Deus porque aí você vai ser CEGO:

 

 

Deus é amor >O amor é cego > Stevie Wonder é cego > Stevie Wonder é Deus.

Eu sou ninguém >Ninguém é perfeito > Mas só Deus é perfeito > Eu sou Deus > Mas Stevie Wonder já é Deus > Eu sou Stevie Wonder > Merda eu sou cego!!!!!!!

h1

Aquele que chamavam de João

fevereiro 24, 2012

As vezes sem querer fazemos coisas bem cabulosas.
Churrasco-> Um bom lugar aonde você vai comer muita carne e talvez beber álcool.
Baile-> Um lugar aonde você vai ouvir música e dançar muito e talvez beber álcool.
Teatro-> Um lugar aonde você vai assistir pessoas atuando e talvez beber álcool (q foi? É um país livre).
Carnaval-> //
O que eu vejo

Churrasco-> Vamos confraternizar com pessoas diferentes.
Baile-> Vamos confraternizar com muitas pessoas diferentes.
Teatro->Vamos confraternizar com pessoas diferentes e ver pessoas atuando.
Carnaval-> //

Sei lá cara. Isso parece bem concreto e como ninguém fala diretamente um pro outro o real sentido dos eventos eu imagino que seja inconsciente, talvez até instintivo, este sentimento de coletividade.
João é um empresário muito poderoso de uma multinacional. Ele está na flor da idade e gasta todo o seu tempo para investir em formas de aumentar o seu patrimônio. Ele veio de uma camada pobre da sociedade, seu sonho era crescer financeiramente e ajudar as pessoas que são pobres como ele era. E porquê não agora? E porque não, ainda? Estaria ele esperando o momento certo, ou em algum momento esse sonho se perdeu?
Porque quando ele estava junto aos necessitados ele olhava pra cima e tudo o que queria era ajudar a si mesmo e aos outros. Quando se está no topo, quando não se depende de ninguém, não se espera que ninguém dependa de você também.
Sei lá, talvez não seja o meu papel ajudar estas pessoas. Por que logo eu? O que puderam, eles, fazer por mim? Porque lhes devo isso? Eu consegui que eles consigam também ora!
E aí ser Racional vai contra os seus instintos. Tipo ser Vegan. Mais Vegan que o Batman.

h1

Poema de rodapé é poema (2)

fevereiro 17, 2012

Mas como encontrar o explorador do áuge? É óbvio que o primeiro escolhido para tal função não será o certo, conhecedor da vitória. Levar os professores ao seu filho não o torna prodígio de Rei, pois, como saberia o que é, sem a comparação com os Peões?

É preciso que todos tenham acesso aos mesmos recursos, pois os mesmos, servem para vários outros recursos. E nem todos gostam de jiló. Para que privar o conhecimento? Apenas pelo fato de que nem todos irão aproveitar como você espera? aff! Isso não te deixa com a consciência pesada? Você não acha egoísta?

Dê aos anfíbios o direito à respiração pulmonar que cada um vai saber o que fazer com ela.

h1

Poema de rodapé é poema

fevereiro 17, 2012

O poema perdeu a sua essência. A sua idéia não era de que todos pudessem os ler, todos? É como se cada ser tivesse uma fonte infinita de diamantes, todos soubessem quanto vale mas não o que representa, que já foi uma fonte de carvão mineral à muito tempo atrás.

Vjo muitos amigos com bons celulares com android com a tela trincada aonde só enviam mensagens, assistem pornô e/ou ouvem música. Só.

Para quê dar a todos a dádiva da leitura se só uns poucos vão explorar o seu áuge? Isso só não beneficia ninguém, realmente, como, só desvaloriza a sua essência.

h1

O meu paraíso é melhor que o seu

janeiro 29, 2012

A religião é com certeza uma parada supimpa! Ela te passa as regras, e se você seguir direitinho você terá um prêmio no final da sua vida. Um prêmio eterno de tudo que você julga bom e confortante. Claro que a sua cultura ajuda muito. Por exemplo, o paraíso do cristianismo eram campos verdes e bonitinhos com árvores cheios de frutas gostosas e animais selvagens todos vegetarianos convivendo com você usando uma roupa branca que nunca fica suja. Porém, agora queremos mais, e é uma diversidade tão grande que mostra que o paraíso pode ser o que você quiser (de bom) de todo tipo.

E como se vive no paraíso? Bom, tudo o que você quer sempre esteve lá, você não terá problemas (e isso pela eternidade) e você terá tudo (e isso pela eternidade). Você vive eternamente com uma paz de espírito, e se você tem tudo que quer você não tem desejos, nem necessidades. Você tem compaixão e amor.

FÔ————–DA——————-SE

O SEU PARAÍSO SEU E.T. (E.T. pq vc ta alienado demais.)

Nós somos homens, HOMENS!

Nenhum de nós fomos feitos para isso. Paraíso? Bah. O homem para de evoluir se ele não tem ambições, sem o desejo de ser mais do que ele é (claro que você vai estar morto mãs…). Mas se você está no paraíso, como mudar o seu modo de pensar? É como se você fosse um verme em uma pedra quente. Mais confortável que o Batman.

Por isso seja mais otimista: Não espere um paraíso no final da sua vida

É possível odiar no paraíso? E se eu quiser odiar no paraíso, eu crio algum tipo de dobra temporal e ele vira o inferno? Porque se ele vai ser o paraíso vai ser possível tudo o que eu quiser. Ou ele apenas não vai ter coisas ruins porque o paraíso vai ser tão bom que eu não vou ter desejos? Ou ele vai me fazer não querer desejar? O paraíso é como a Sociedade do controle, hn.

Qual seria o seu progresso no paraíso? Qual seria o seu progresso em um lugar onde da a entender que não entram novas idéias?

Sabe, talvez nós não tenhamos sido feitos para o paraíso. Talvez sejamos feitos para conquistar o nosso caminho através de muita luta, superando desafios, brigando por cada centímetro do caminho. Talvez não possamos passear sob a música de violinos. Nós devemos marchar ao som dos tambores.

h1

Advogados criminalistas: quem e o que defendem, de que lado eles estão?

janeiro 8, 2012

Alguém já disse: “Os culpados não merecem advogados, os inocentes, não precisam.” Lamentável tal assertiva, mas ainda há quem pense assim, e quando por um infortúnio vêm arrastados para um processo como réus (seja por envolvimento em um acidente de trânsito, um exercício de legítima defesa, alvo de calúnia imputando crime que desonra, et alli), são, espantosamente, os que mais exigem as garantias constitucionais penais (cite-se, v.g., a garantia do devido processo, da ampla defesa, do direito ao contraditório, da presunção da não culpabilidade, entre tantos outros que compõem o manancial de direitos/garantias de nosso sistema jurídico) e passam a ver o advogado como figura indispensável à suas vidas. Dizem: Doutor, sou inocente (não sabem, melhor que soubessem, que 90% da clientela inicia a conversa com esta frase). Dizem mais: Só o senhor. pode me ajudar. O certo é que não se processam só réus culpados, e mesmo que fosse (o que seria impossível – e o processo perderia a razão de ser), existem culpados e culpados, havendo o juiz, quando da sentença, individualizar a pena – mais um direito para evitar abusos.

Ora, vivemos numa época em que a figura do advogado é indispensável à administração da justiça – mandamento constitucional. E por que tamanha exigência? Será que é para manter o mercado de trabalho para os advogados – até porque um universo significativo dos legisladores pertencem a esta classe? Óbvio que não. Seria uma tolice alimentar tal ideia. Acontece que a referida exigência traz em seu cerne interesses maiores da própria sociedade, para proteger os cidadãos de abusos do Estado (Estado/Juiz, Estado/Promotor de Justiça, Estado/Delegado de Polícia e Estado/ prepostos menores, a exemplo de Policiais Militares e/ou Agentes Civis independente de graduação), que mantém o monopólio da justiça criminal. Aliás, não sejamos ingênuos em acreditarmos que não há abusos.

Há, e muitos, inclusive dolosos/criminosos, tanto que para esses casos há lei específica que tipifica a conduta denominada como crime de ABUSO DE AUTORIDADE (Lei nº. 4.898/65), outros, por mero erro de interpretação legal, o mais comum e corriqueiro, sendo difícil o processo que não ocorra. Também para proteger-se de abusos, há a figura do crime de tortura, com agravamento de pena tratando-se o agente de funcionário público ( art. 1º, § 4º, da lei nº. 9.455/97). Logo, que abusos existem, existem, conscientes ou inconscientes, não importa – a Justiça é feita por seres humanos, e seres humanos erram, e como erram. Ou tem algum deus em carne e osso entre nós. Pasmem! Tamanha é a prepotência de alguns agentes públicos, que pensam serem deuses ou, no mínimo, com vocação para tanto.

Certo que a missão do advogado criminalista, numa visão holística, é defender o acusado e seus direitos, não o crime. Que acusado? Qualquer acusado, de qualquer crime. Até porque ninguém, frise-se, ninguém pode ser acusado sem advogado – direito indisponível. E que direitos se defendem? Constitucionais ou equiparados (Tratados Internacionais como, por exemplo, a Convenção Americana de Direitos Humanos, 1969 – Pacto de São José da Costa Rica), valendo, entre estes a regra interpretativa do pro-homine (v. GOMES, Luiz Flávio. Direito dos Direitos Humanos e a regra interpretativa do “Pro homine”. Disponível em: http:/WWW. blogdolfg.com.br.18 julho.2007), e infra-constitucionais (leis ordinárias).

Cumpre salientar, e diga-se com todas a letras, DEFENDE-SE OS DIREITOS NÃO SOMENTE DAQUELE RÉU NAQUELE PROCESSO, MAS OS DIREITOS QUE QUALQUER MEMBRO DA SOCIEDADE TERIA CASO FOSSE PROCESSADO. ENTÃO, NA DEFESA DE QUALQUER RÉU, É O MEU DIREITO, O SEU, O DO PRÓXIMO, OU DO CIDADÃO MAIS DISTANTE SOB A JURISDIÇÃO, QUE ESTÁ EM JOGO, QUE O ADVOGADO CRIMINALISTA BUSCA FAZER VALER, OPONDO-SE SOBRE QUALQUER ABUSO, LEIA-SE, NEGATIVA DE DIREITO. Direitos existem para serem exercidos, exatamente em tais situações. É de bom siso evocar que os advogados criminalistas não inventam nada. Apenas, diante o caso que lhes é apresentado, servem-se do banquete legislativo oferecido a todos, indistintamente (todos são iguais perante a lei – outro mandamento constitucional), matando a sede da justiça, imanente a todo ser humano. Nessa toada, oportuno lembrar uma passagem de Vossa Excelência Dilma Rousseff, então candidata a Presidência da República que, ao ser indagada se o caso Erenice Guerra tinha relação com sua campanha ou com ela, respondeu: “Onde esta a prova de que eu esteja envolvida neste caso? É importante, no Brasil, que a gente não perca a referência das conquistas da civilização, de se provar que uma pessoa esta envolvida, e não de ela provar que não está.” ( Jornal Correio do Povo – PoA/RS, 17/09/10, Pg. 03).

E aí reside a necessidade de advogado para, então, evitar abusos (no caso, não reconhecimento do princípio da não culpabilidade, da não inversão do ônus da prova), fiscalizar a coleta da prova que, também por mandamento Constitucional (art. 129, I), há de reger-se pelo sistema acusatório. Nesse sistema, cabe ao acusador/Ministério Público a função de promover, privativamente, a ação penal pública. Consequentemente, o juiz foi afastado da persecução penal/investigação o que, ainda, é uma falácia – vide lições de PAULO RANGEL, Promotor de Justiça, Mestre em Ciências Penais, Doutor em Direito, Professor da UERJ, in obra Direito Processual Penal, 17ª Edição, Lumen Juris Editora, RJ, 2010, pp. 52-71. De fato, o juiz não é parte no processo, devendo, assim, primar pela imparcialidade, um dos pilares da Judicatura. A regra do jogo é muito simples: um acusa, outro defende e outro julga, não podendo um agente usurpar a função do outro. Parece simples, mas, como dizia Francesco Carnelutti: “As coisas mais simples, são as mais difíceis de entender”. (As Misérias do Processo Penal, Tradução de José Antônio Cardinalli. – Campinas-SP, Bookseller, 2001, p.29).

Concluindo: Cumpre ao Defensor, não importando a imputação ao acusado – se equiparada a crime hediondo ou não – a nobre e árdua missão de garantir a plena aplicação de todo o arcabouço de direitos e garantias direcionadas ao cidadão que esteja respondendo por um processo penal. Aliás, deve o advogado zelar por tais garantias/direitos por um dever de ofício, sob pena, inclusive, em caso de negligência, não só sofrer sanções administrativas, mas ver-se substituído de ofício pelo Juiz (então garantidor dos direitos constitucionais, diga-se, sua missão primordial), a fim de possibilitar uma justa sentença de mérito que consubstancia, em apertada síntese, na tarefa de aferir as provas, observado-se o devido processo legal, melhor, o devido processo penal constitucional (a expressão legal parece-me dizer mais respeito ao regramento ordinário quando, na verdade, o processo deve estar efetivamente subordinado ao regramento constitucional – sobretudo diante das inúmeras passagens da lei ordinária, que ferem a Constituição).

Com o profissional assim agindo, ganha o acusado, mas em primeira mão a sociedade que não pode, quando o réu não lhe é simpático (e isso é comum, inclusive, nestas situações o advogado, por vezes, é confundido com a pessoa do acusado, amargando hostilidade, esquecendo-se a sociedade que o advogado criminalista está para o acusado, como o padre para o pecador), cercear-lhe direitos, pois assim agindo, literalmente, como um ser isolado, dar-se-ia “um tiro no próprio pé.”. E não se faça uma pergunta tola, hoje muito em voga: De que lado esta o defensor: do bem ou do mal? Só pode estar de um lado, aliás, no processo, tanto a acusação como a defesa, caminham ambas só para um lado, o da Justiça. Fecho o presente, com uma pequena historinha: Um experiente advogado deu os autos de um processo crime a seu estagiário, para que rascunhasse uma peça de alegações finais. Passado horas, retornou o aprendiz dizendo-lhe que era um caso de réu indefensável, confesso, e nada havia nos autos que lhe aproveitasse. Então, o calejado causídico, pediu-lhe que voltasse analisar o feito, com “olhos de defesa”.

Ora! Compreende-se o zelo do profissional, pois, naqueles autos, estavam em jogo, não somente os direitos daquele réu, mas os meus, os seu e de toda a coletividade, inclusive daquele estagiário, caso, mais cedo ou mais tarde necessitasse. Evocando-se que, abrindo-se mão hoje dos direitos daquele réu, amanhã seriam os direitos de outro, depois os direitos de mais outros, e quando precisássemos, esvaíram-se as garantias, e foram-se as conquistas da civilização – culpa dos advogados criminalistas que não souberam oporem-se aos abusos. Veja, tamanha a responsabilidade dos Causídicos Criminais, guardiões da liberdade e da honra – tem maior patrimônio a proteger?

 

fonte.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.